quarta-feira, 6 de abril de 2011

Esta não é minha semana, este não sou eu

2011 - April - 06 10:28AM
Pois é, como o título sugere, esta não é minha semana.

Cheguei sem me apresentar, muito bem Saraiva. Meu nome completo não interessa muito a quem não me conhece, aliás, é provável que este blog seja visitado apenas por meus amigos e conhecidos. Basicamente não me chame pelo meu primeiro nome, chame-me de: Saraiva-kun, Saraiva, Saraivis, Saraivz ou Saraiviz...

Esta semana está o Ó, estou em época de prova e não consigo me concentrar nos estudos. Minha cabeça está atormentada pelos meus próprios pensamentos, está bem difícil se concentrar deste modo. Estava estudando Fiolosofia antes de começar esta postagem, estudei: Modos da consciência, ideologia e senso comum. Não foi difícil, consegui me concentrar normalmente, mas pelo que sei talvez essa sanidade não dure muito tempo. 

Estou sucumbindo novamente às minhas memórias.

Eu sempre me considerei uma pessoa nostálgica, até minha psicóloga sugerir que minha mente viciou em transformar coisas boas em coisas ruins e dar valor      a momentos que não foram bem aproveitados, que nem foram tão bons assim. Este último fator não é lá grande coisa quando se tem bons métodos. É incrível como meu cérebro insiste que algo está errado. Minhas ideias estão emaranhadas e isso dificulta a compreensão de minhas angústias dificultando a reflexão de meu próprio ser. Eu sou incognoscível para mim mesmo.


Estou deixando de ser um bom estudante e isso me machuca. Às vezes minha mente não se aquieta até eu falar com alguém. Ontem eu tentei estudar Geografia, não consegui, por mais que minha mente tentasse compreender o que estava codificado naquelas páginas que mais pareciam com um mar sem fim, eu não conseguia decodificar, sempre lia um parágrafo e no próximo percebia que nada havia sido absorvido.

Eu preciso de alguém que me ponha juízo. Ano passado eu tive uma imensa motivação para continuar a estudar e me tornei um aprendiz satisfeito. Olho para trás e me comparo com agora, não sei mais quem sou. Talvez daqui a algumas horas eu não possa revisar Trigonometria e nem Química.

Prendi-me demais a memórias e preocupações, a erros e derrotas, a frustrações e receios. Chegada uma hora efêmera na qual "Já perdi o medo de ganhar, para quem se acostumou com a derrota e se alimentou do medo da sorte" (Megh Stock). Ou seja, esse esse estado definido por esse trecho - a qual eu havia alcançado - não durou muito tempo ou, talvez tenha durado, pois a extensão entre os capítulos da vida vai do ponto de vista de cada indivíduo.

O que o crítico deve criticar? O que o passivo deve engolir? O que o explícito deve proferir? O que o amante deve lembrar? O que o humano deve quebrar? O que o aluno deve ler? O que o bebedor deve beber? O que o palhaço deve abstir? O que o arrependido deve escutar? O que o músico deve rasgar? O que o DEUS deve abençoar? O que o demônio deve apavorar?

Enfim... que imagem o fotógrafo deve revelar?

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