2011 - April - 11 21:21PM
Vida rotineira? Nem sempre foi assim. Vida sem sentido? Desde que nasci.
A minha existência não faz sentido, meus pais que a adotaram como sentido para a deles. Diga-me. No final de tudo, o que vai ser de mim? Ora, veja só, eu sou apenas um boneco de carne, não tenho vida. Tu que estás lendo isto, também não. Não está claro? Por que achas que se move? Seu corpo é apropriado, pois conta com as condições necessárias. Veja bem, não há vida, há órgãos. Se uma condição (órgão necessário para a animação humana - isso que vós chamais de "vida") não é cumprida tu ficas imóvel.
A anestesia para suportar o tempo até a chegada da morte não é nada mais, nada menos que a felicidade... ou... a crença no metafísico (blergh! Não me peça para aceitar esse tipo de crença já que é pedir demais).
Um passarinho me contou que se eu amasse alguém de todo coração - um amor platônico - eu suportaria a vida, criaria alicerces para sustentá-la.
Amar? Era fácil.
Cultivar? Alguém como eu sempre perde a página do dicionário.
Não, não quero que o meu dócil e afável mensageiro sinta-se culpado por transmitir isso a mim... O problema não está no mundo, está em mim.
- Mundo, fique comigo... até que a morte nos separe - falou o espermatozoide ao assinar um contrato com o óvulo.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Quem eu sou
2011 - April - 07 10:51AM
Antigamente a razão era mais fácil de se achar, assim como a paixão, embora barrar e roubar para si alguém que te correspondesse fosse uma tarefa impossível. Agora sei... que a razão faz muita falta. Eu perdi o muito e levei comigo o pouco. Até a platonicidade do passado era mais plausível. Fico me perguntando: "Onde as estrelas foram parar? Aquele sonho se apagar" (Megh Stock)
Não adianta dizer "Eu avisei", muito menos "Tu não cultivas o que a vida te dá". Palavras "santinhas" já se converteram em piada há muito tempo. Podem chamar-me de demônio se quiserem, podem chamar-me de criança. Eu preciso de tempo mas, quanto tempo é preciso? Uma tarde não é suficiente.
Aquela foi uma imagem que só se vê uma vez na vida, algo que só a morte apaga. Eu tento ir com calma, tendo reorganizar as ideias. Começo do início da letra A mas, sempre sou teletransportado àquela cena inesquecível... Um vídeo de pouquíssimos segundos, que só reproduz um simples sorriso... um simples sorriso que mexe tanto com meu ser, com minha existência.
Aquelas promessas e proposições são elementos que nunca serão apagados, estão transcritos no cérebro com carvão mineral e ninguém se atreve a apagar nem a fazer travessuras.
No fim dessas contas - que não fui eu quem as resolveu -, eu não sei quem sou agora, não sei quem serei daqui a três anos.
Antigamente a razão era mais fácil de se achar, assim como a paixão, embora barrar e roubar para si alguém que te correspondesse fosse uma tarefa impossível. Agora sei... que a razão faz muita falta. Eu perdi o muito e levei comigo o pouco. Até a platonicidade do passado era mais plausível. Fico me perguntando: "Onde as estrelas foram parar? Aquele sonho se apagar" (Megh Stock)
Não adianta dizer "Eu avisei", muito menos "Tu não cultivas o que a vida te dá". Palavras "santinhas" já se converteram em piada há muito tempo. Podem chamar-me de demônio se quiserem, podem chamar-me de criança. Eu preciso de tempo mas, quanto tempo é preciso? Uma tarde não é suficiente.
Aquela foi uma imagem que só se vê uma vez na vida, algo que só a morte apaga. Eu tento ir com calma, tendo reorganizar as ideias. Começo do início da letra A mas, sempre sou teletransportado àquela cena inesquecível... Um vídeo de pouquíssimos segundos, que só reproduz um simples sorriso... um simples sorriso que mexe tanto com meu ser, com minha existência.
Aquelas promessas e proposições são elementos que nunca serão apagados, estão transcritos no cérebro com carvão mineral e ninguém se atreve a apagar nem a fazer travessuras.
No fim dessas contas - que não fui eu quem as resolveu -, eu não sei quem sou agora, não sei quem serei daqui a três anos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Esta não é minha semana, este não sou eu
2011 - April - 06 10:28AM
Pois é, como o título sugere, esta não é minha semana.
Cheguei sem me apresentar, muito bem Saraiva. Meu nome completo não interessa muito a quem não me conhece, aliás, é provável que este blog seja visitado apenas por meus amigos e conhecidos. Basicamente não me chame pelo meu primeiro nome, chame-me de: Saraiva-kun, Saraiva, Saraivis, Saraivz ou Saraiviz...
Esta semana está o Ó, estou em época de prova e não consigo me concentrar nos estudos. Minha cabeça está atormentada pelos meus próprios pensamentos, está bem difícil se concentrar deste modo. Estava estudando Fiolosofia antes de começar esta postagem, estudei: Modos da consciência, ideologia e senso comum. Não foi difícil, consegui me concentrar normalmente, mas pelo que sei talvez essa sanidade não dure muito tempo.
Estou sucumbindo novamente às minhas memórias.
Eu sempre me considerei uma pessoa nostálgica, até minha psicóloga sugerir que minha mente viciou em transformar coisas boas em coisas ruins e dar valor a momentos que não foram bem aproveitados, que nem foram tão bons assim. Este último fator não é lá grande coisa quando se tem bons métodos. É incrível como meu cérebro insiste que algo está errado. Minhas ideias estão emaranhadas e isso dificulta a compreensão de minhas angústias dificultando a reflexão de meu próprio ser. Eu sou incognoscível para mim mesmo.
Estou deixando de ser um bom estudante e isso me machuca. Às vezes minha mente não se aquieta até eu falar com alguém. Ontem eu tentei estudar Geografia, não consegui, por mais que minha mente tentasse compreender o que estava codificado naquelas páginas que mais pareciam com um mar sem fim, eu não conseguia decodificar, sempre lia um parágrafo e no próximo percebia que nada havia sido absorvido.
Eu preciso de alguém que me ponha juízo. Ano passado eu tive uma imensa motivação para continuar a estudar e me tornei um aprendiz satisfeito. Olho para trás e me comparo com agora, não sei mais quem sou. Talvez daqui a algumas horas eu não possa revisar Trigonometria e nem Química.
Prendi-me demais a memórias e preocupações, a erros e derrotas, a frustrações e receios. Chegada uma hora efêmera na qual "Já perdi o medo de ganhar, para quem se acostumou com a derrota e se alimentou do medo da sorte" (Megh Stock). Ou seja, esse esse estado definido por esse trecho - a qual eu havia alcançado - não durou muito tempo ou, talvez tenha durado, pois a extensão entre os capítulos da vida vai do ponto de vista de cada indivíduo.
O que o crítico deve criticar? O que o passivo deve engolir? O que o explícito deve proferir? O que o amante deve lembrar? O que o humano deve quebrar? O que o aluno deve ler? O que o bebedor deve beber? O que o palhaço deve abstir? O que o arrependido deve escutar? O que o músico deve rasgar? O que o DEUS deve abençoar? O que o demônio deve apavorar?
Enfim... que imagem o fotógrafo deve revelar?
Pois é, como o título sugere, esta não é minha semana.
Cheguei sem me apresentar, muito bem Saraiva. Meu nome completo não interessa muito a quem não me conhece, aliás, é provável que este blog seja visitado apenas por meus amigos e conhecidos. Basicamente não me chame pelo meu primeiro nome, chame-me de: Saraiva-kun, Saraiva, Saraivis, Saraivz ou Saraiviz...
Esta semana está o Ó, estou em época de prova e não consigo me concentrar nos estudos. Minha cabeça está atormentada pelos meus próprios pensamentos, está bem difícil se concentrar deste modo. Estava estudando Fiolosofia antes de começar esta postagem, estudei: Modos da consciência, ideologia e senso comum. Não foi difícil, consegui me concentrar normalmente, mas pelo que sei talvez essa sanidade não dure muito tempo.
Estou sucumbindo novamente às minhas memórias.
Eu sempre me considerei uma pessoa nostálgica, até minha psicóloga sugerir que minha mente viciou em transformar coisas boas em coisas ruins e dar valor a momentos que não foram bem aproveitados, que nem foram tão bons assim. Este último fator não é lá grande coisa quando se tem bons métodos. É incrível como meu cérebro insiste que algo está errado. Minhas ideias estão emaranhadas e isso dificulta a compreensão de minhas angústias dificultando a reflexão de meu próprio ser. Eu sou incognoscível para mim mesmo.
Estou deixando de ser um bom estudante e isso me machuca. Às vezes minha mente não se aquieta até eu falar com alguém. Ontem eu tentei estudar Geografia, não consegui, por mais que minha mente tentasse compreender o que estava codificado naquelas páginas que mais pareciam com um mar sem fim, eu não conseguia decodificar, sempre lia um parágrafo e no próximo percebia que nada havia sido absorvido.
Eu preciso de alguém que me ponha juízo. Ano passado eu tive uma imensa motivação para continuar a estudar e me tornei um aprendiz satisfeito. Olho para trás e me comparo com agora, não sei mais quem sou. Talvez daqui a algumas horas eu não possa revisar Trigonometria e nem Química.
Prendi-me demais a memórias e preocupações, a erros e derrotas, a frustrações e receios. Chegada uma hora efêmera na qual "Já perdi o medo de ganhar, para quem se acostumou com a derrota e se alimentou do medo da sorte" (Megh Stock). Ou seja, esse esse estado definido por esse trecho - a qual eu havia alcançado - não durou muito tempo ou, talvez tenha durado, pois a extensão entre os capítulos da vida vai do ponto de vista de cada indivíduo.
O que o crítico deve criticar? O que o passivo deve engolir? O que o explícito deve proferir? O que o amante deve lembrar? O que o humano deve quebrar? O que o aluno deve ler? O que o bebedor deve beber? O que o palhaço deve abstir? O que o arrependido deve escutar? O que o músico deve rasgar? O que o DEUS deve abençoar? O que o demônio deve apavorar?
Enfim... que imagem o fotógrafo deve revelar?
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